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Francisco Roque Rombola ou simplesmente Chico Mineiro como é conhecido, é um dos maiores especialistas na arte de narrar Rodeio; atua de forma personalizada e interativa, motivando o público que frequenta as Festas.

Iniciou sua carreira de apresentador de Rodeios por acaso. Tudo começou quando em Agosto de 1992, numa Festa de Peão em Limeira, assistia o rodeio e o locutor Oliveira Júnior o convidou para o palanque. Naquele momento tocava a música "Chico Mineiro", regravada pela dupla Chitãozinho e Xororó; foi quando o locutor o apresentou ao público, anunciando-o para o prosseguimento dos trabalhos: "Agora com vocês, o meu amigo... Chico Mineiro..."

Confessa: "Foi a melhor bomba que colocaram na minha mão naquele momento, mês do meu aniversário, acredito, foi um presente de Deus".

Natural de Ibirá/SP, começou cedo na lida do gado; foi roceiro, peão de boiadeiro e radialista. Atua como locutor de rodeio, apresentador de TV - (TV MIX Regional - Programa Baú de História) e analista de desenvolvimento de recursos humano. "Já peguei no pesado e já pisei descalço na neve, mas com o microfone na mão meu trabalho é mais leve".

Profissionalizou-se em 1993 e cada vez mais recebe convites para apresentar grandes rodeios pelo Brasil. Já trabalhou ao lado de nome como: Barra Mansa, Afrânio Moro, Jorge Moisés, Donizete Alves, Palito, Teixeirinha, Marco Brasil, Almir Cambra, Daves dos Santos, Mara Magalhães, entre outros.

Desfilou em fevereiro de 1998, como destaque, ao lado das personalidades do cenário country nacional, pela Escola de Samba X-9 Paulistana, cujo enredo foi "Sonhos de Cowboys Brasileiros".

Chico Mineiro atuou como apresentador de televisão no ano de 2000 no canal 29, Tv Jornal de Limeira no programa"Festa Regional" , onde apresentava semanalmente duplas sertanejas de grande nome e também lançamentos.

Chico Mineiro lançou em 2001 o seu 1º CD, intitulado: "Berrante Mudo", com belíssimas canções sertanejas, poemas, versos, locuções de rodeio e oração, tudo isto no batidão da viola..

Um locutor dinâmico e entusiasta que prende a atenção de todos - peões, homens, mulheres e crianças. Faz o público, seja de um grande ou pequeno rodeio, vibrar com sua narração de extrema agilidade com as palavras e fantástica capacidade de improvisar. Conserva as raízes de sua fala sertaneja, empolgando e emocionando a todos os presentes.

Chico Mineiro é empolgante durante todo o espetáculo, mas seu momento supremo ocorre quando sobem os fogos, desbravando e iluminando a escuridão; sua voz forte incentiva a todos na batalha da vida,
com versos irreverentes e sempre uma mensagem especial, criativa, picante, mas muito saudável.
Sua performance é aprimorada a cada dia e quem vai aos rodeios por ele narrados, assiste a um verdadeiro show.

Algumas das Festas que apresentou: Americana, Américo Brasiliense, Águas de São Pedro, Analândia, Angatuba, Ajapí, Artur Nogueira, Barretos, Borda da Mata, Cordeirópolis, Divisa Nova, Engenheiro Coelho, Hortolândia, Ibirá, Indaiatuba, Ipeúna, Iracemápolis, Leme, Limeira, Mirassolândia, Palmeiral, Paraisópolis, Pirassununga, Rio Claro, Santa Gertrudes, São Gonçalo, Sertãozinho, Tanquinho, Termas de Ibirá, Itapira, Urupês, Uchôa, Valinhos, Etc.

Chico Mineiro viaja por todo país e temos certeza que ao contratá-lo, sua Festa, seu Baile Country, seu Rodeio e demais seguimentos Country, ganharão mais empolgação e dinamismo, aliados a seriedade e responsabilidade com que conduz seu trabalho.

 

Chico Mineiro,

Eu era garotinho, ainda me lembro, ajudava meus pais na roça, pisava descalço no estrume do gado e isso não tenho vergonha de falá pra trabaiá na lavoura, Meus Pais me ensinaram a carreá e os burros chucros da fazenda, eu tinha que amansá.
Tinha que entregá o redomão bem prontinho e bem mansinho prá o Velhão ir passeá.

Papai também me ensinou a laçá boi no carrascá, e ele era exigente;
Tinha que travá o mestiço pelas guampas, tinha que apartá as orelhas e ele falava, cuidado moleque porque o cipó vai esticá.
Eu gostava daquela lida, vibrava quando via o cruzadão lá embaixo na ponta do laço berrá.

O potro enfiava os cascos no chão e o marruá na chincha podia sapateá, que não ia escapá.
Fui culateiro, fui ponteiro de boiada, até berrante aprendi a tocá,
porque parece que já desde pequenino eu já campiava o meu lugá.

Mas um dia o velhão chegou prá mim, botou a mão no meu ombro e falou, senta aí meu filho que nós vamos proseá,
essa vida de roceiro e de peão de boiadeiro não vai te dá muito dinheiro e você vai ter que estudá.
Gostava do que fazia, mas os conselhos do papai eu não podia retrucá.

Meio a contra gosto, fui prá cidade grande e com muito sacrifício e com as economias dos meus pais eu consegui me formá.
Me especializei em eletricidade, profissão que a gente não pode errá.

A parte burocrática eu tinha que administrá, as equipes de plantão e manutenção, eu tinha que supervisioná, tava meio enjoado daquela vida, mas tava tudo muito bom, porque era alí o meu ganha pão, mas um dia, pensei comigo mesmo, esta minha rotina eu vou ter que alterá.

Enfiei a mão no bolso, comprei um par de botinas, um chapéu preto, e as festas do RODEIO comecei a acompanhá.
Gostava de ver a Marrucada entrá na roda pra bate e prá girá, ficava na beira da cerca observando os Potros Redomão corcoviá,
Oiava pra cima e via a poeira levantá, e garrava a imaginá
...

Será meu " Deus " será ?

Um grande amigo, parceiro de verdade, pelas iniciais de J. A. ( Júnior Aliberti), me orientou, norteou e as grandes ginetiadas comecei a narrá.
A partir de fevereiro de 1993, comecei a apresentá Rodeio e acho que o negócio vai virá.
Meus amigos, meus companheiros, o Povo Brasileiro me chamam de Chico Mineiro e este nome eu tenho que zelá.
Já rodei praticamente o Brasil inteiro, tô morando na nossa querida Limeira, mas sou nascido e criado na minha saudosa Ibirá.
O meu maior orgulho é ter o sobrenome Rombola.

Ao nosso Pai Celestial eu agradeço e, peço a Ele pra que a minha voz nunca venha a faltá.
Porque lá em casa tenho duas piazinhas pequeninas ainda, pra acabá de criá, uma até já cresceu, tá até querendo namorá, mais a cartucheira tá armada atrais da porta e se o gavião aparece por lá, é só pena que vai avuá ...
A Nossa Senhora, a Imaculada Conceição Aparecida, agradeço à Nossa Santa Brasileira por tantas Graças Recebidas e peço a ela prá que os meus passos continue a iluminá.

Porque quando termina a Festa do Rodeio, bate uma saudade danada e prá casa a gente tem que vortá.
Porque lá na minha palhoça, eu tenho uma muchacha bem charmosa, esperando com muito amor e carinho pra me amá.
Meu sucesso devo ele todo aos Meus Pais, pois foram eles que souberam me educá.
Mas o nosso Destino é só o Arquiteto do Universo, o nosso Deus absoluto, Ele sim é quem sabe até onde a gente vai poder chegá.
A nossa vida não pode parar e a emoção tem que continuar...

Boiadeiro preparou, ajeitou, analisou, autorizou, decolou, a cancela abriu foi embora, viajou :
espora batida, bateu, puxou, rasgou, trouxe na aba do arreio, arrepiou o pelo do potro, cutuca menino aproveita, sacodi o galho no limoeiro, ginetiada linda, espetacular, colosso seguuuura... pode pegá.
Nóis fala errado porque nóis que ... estudado nóis é.

Um grande abraço aos amantes apaixonados pelo Rodeio Brasileiro, à minha família, e em epecial ao meu pai João Rombola.

Abraços ao amigo Oliveira Junior que no ano de 1992 lançou o Chico Mineiro e foi o começo de tudo.

 
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